Em tempos de tablets e migração de jornais para versões digitais que cortam custos de impressão, o jornal impresso sente necessidade de se reinventar, para além da reciclagem dada ao papel. E dá-lhe discussão acadêmica e mercadológica sobre a reinvenção do jornalismo impresso diante das mudanças tecnológicas, se o jornal vai sobreviver e blábláblá…

Nada de novo. foto0208
 
Contudo, o cotidiano nos brinda com pequenos recortes encantadores ou no mínimo divertidos, que distraem sobretudo pela criatividade e mostram um outro lado, digamos que mais leve, da presença do jornal na sociedade e seu uso pós-leitura.
 
Em São Paulo, um novo produto levemente despretensioso tem rendido um lucro extra a alguns jornaleiros. É que um deles teve a genial ideia de comercializar jornais antigos sob uma nova roupagem: Pet Jornal. O produto consiste em uma embalagem com quase um quilo de jornais dos dias anteriores destinados ao uso do público canino. Isso mesmo que você pensou: jornais velhos como banheiro de cães. E segundo conta o jornaleiro entrevistado pelo repórter Edmundo Leite, o produto tem bastante saída. Bom, quem tem um cãozinho que dorme dentro de casa, há de concordar que jornais velhos têm lá sua utilidade.
 
Encontrei a notícia no blog hospedado no site d’O Estadão e lembrei imediatamente da florista que conheci há algumas semanas e me encantou por embrulhar delicadamente quatro rosas que comprei em folhas de jornal. 
 
São observações curiosas, que pouco contribuem às discussões jornalísticas, mas que divertem e encantam um nadinha, esse nosso tempo bombardeado por tantas notícias aterradoras.
 
Afinal, na dose certa, cachorros, flores e alguma criatividade podem render um pouquinho de poesia, daquela que nem sempre entra no jornal e faz a maior falta.
 
Crônica escrita em 24 de maio de 2013