Autor: Talita Guimarães

MÚSICA E SOLIDARIEDADE EM FOCO

Jô Santos fala sobre carreira na Bossa Nova e a história do movimento que completou cinqüenta anos em 2008, durante Sarau Musical para estudantes e servidores do IFMA A participação do cantor abrirá o FESTIVAL DA SOLIDARIEDADE do IFMA, promovido pela instituição federal na intenção de mobilizar a comunidade acadêmica e a sociedade em geral para a arrecadação de donativos, que serão enviados aos desabrigados pelas enchentes no interior do Maranhão. A programação cultural começará a partir das 12h e seguirá por toda a tarde com apresentações de alunos, da professora de música Tânia Rego e ainda um vídeo para debate sobre ética e meio ambiente.Por Talita Guimarães Com 30 anos de carreira em um movimento musical legitimamente brasileiro, Jô Santos apresentará suas composições e um pouco dessa história da música no Sarau Musical do IFMA, dia 22/05/2009, a partir das 12h no refeitório do Campus São Luís – Monte Castelo. O Sarau é uma ação do Projeto Rádio Escola, desenvolvido por estudantes da instituição sob orientação do Professor Jorge Leão, e nessa edição contará com um representante da Bossa Nova para falar sobre o movimento e sua contribuição para a música brasileira. Natural de São Luís – MA, Jô Santos manteve seu primeiro contato com a Bossa Nova após mudar-se em 1976 para o Rio de Janeiro. Na capital carioca, o menino de apenas 16 anos, pretendia aprimorar...

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Ao Mestre, com carinho

Eternidade musical Por Talita Guimarães* Obra deixada por Mestre Antônio Vieira compõe legado rico em cultura popular de qualidade, com indiscutível caráter de patrimônio imortalizado pelo preciosismo de sua produção. Assim como em outubro de 2008, o Ensaios em Foco homenageou a imortalidade da obra de Machado de Assis para a literatura brasileira, com o especial Eternidade Literária, agora, o Ensaios cumpre com a palavra de publicar um especial dedicado ao Mestre Antônio Vieira, ícone da cultura popular maranhense que nos deixou no dia 7 de abril de 2009, mas encantou o Maranhão com seu tom e há pouco tempo, ganhou o Brasil, com quase noventa anos de presença contagiante e obra inestimável. Passado pouco mais de um mês do falecimento do Mestre Vieira, e às vésperas do seu aniversário em 9 de maio, quando completaria 89 anos de idade, o Ensaios percorreu a produção musical de Antônio Vieira à procura de captar em sua obra, a essência da alma de menino que conquistou prêmios pelo Brasil e ganhou notoriedade a partir das composições nas vozes dos maranhenses Rita Ribeiro e Zeca Baleiro. Com uma produção extensa, que ultrapassa a marca de 327 canções, Antônio Vieira entrou para o cenário musical por pura paixão pela arte de compor, cantar e valorizar a cultura de sua terra. E talvez esse amor ao Maranhão tenha sido um dos principais fatores que...

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RESENHA EM FOCO

CHAGAS, José. Da arte de falar bem. São Luís. Instituto Geia, 2004. “Crônicas de saudade e bem-querer”: quando o ofício do poeta vem do dom de bem falar Por Talita Guimarães* Um poeta não vive apenas da poesia expressa em versos. Definitivamente não. Um poeta vive e produz em função de um incômodo e transmite sua visão de mundo através de um poetizar que pode estar muito bem colocado na prosa. Prova disso é constatar que há quem consiga relatar a poesia da infância, o conto de um aniversário ou a saudade de um momento vivido com amigos de modo fascinante em um texto repleto de sentimento. Melhor que isso é dar ao leitor o prazer de encontrar toda essa poesia reunida em um livro de crônicas, com relatos comoventes e encantadores feitos pelas mãos de um poeta-cronista que sabe cultivar a arte de falar bem. O que mais chama a atenção em “Da arte de falar bem” cujo nem o subtítulo escapa da poesia do inconfundível José Chagas – Crônicas de saudade e bem-querer – é a presença do relato do cotidiano feito sob a ótica do olhar poético e otimista de quem sabe tirar das coisas o que elas têm de melhor. Logo de início, uma apresentação comovente escrita por Sebastião Moreira Duarte, fala de Chagas, a obra e como surgiu a idéia de reunir em um...

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PARCERIA EM FOCO

Sobre a efemeridade do ser… Por Saulo Galtri e Talita Guimarães* Em um mundo cujos conceitos estão todos definidos de modo que quando nascemos encontramos todas as verdades já delineadas pelos mais experientes, mais vividos, mais ditos conscientes, certas ocasiões transformam em desafio a tomada de decisão diante de questões cujas respostas parecem não condizer de todo com a realidade que em um outro plano teríamos idealizado. Basta lembrar que as vezes a situação pode fugir ao controle das regras básicas, e pôr em choque aquilo que você pensa de verdade com o que a sociedade espera que você pense e faça. Na busca pela autoafirmação, as pessoas externam aquilo que não lhes é essencial, mas sim necessário ao convívio em sociedade. Deixam de lado verdades interiores que às vezes, pela prática cotidiana de maquiar-se com as cores do tom social, acabam sendo transformadas em mentiras intimas. Coisas que não se deve dizer, apesar da concordância em pensar. Ações que devem ser evitadas em função da reação que podem provocar. Aparências que devem sobressair e prevalecer em detrimento de detalhes que se perdem aos poucos . No entanto, não há como não lembrar que tudo aquilo que nos é podado pela sociedade se acumula com o tempo e esse sim é um fator taxativo, determinante, porque mostra o quanto tudo de material conquistado e firmado pode ser extremamente efêmero....

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CRÍTICA EM FOCO

Persépolis: quando a arte supera o terror da guerraPor Talita Guimarães “Uma animação em preto e branco cujo enredo está centrado no relato de uma jovem iraniana que cresce em meio à revolução islâmica e assiste de perto aos horrores da guerra política e religiosa no Irã.” Essa seria uma descrição concisa, quase simplória, do que é o longa metragem “Persépolis”. Adaptado para o cinema e indicado a inúmeros prêmios, entre eles o Oscar de Melhor Filme de Animação e o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro, e tendo arrebatado ainda dois prêmios do Público no Festival de Roterdã e na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, “Persépolis” é melhor definido como a narrativa autobiográfica de uma menina iraniana que cresce aprendendo desde cedo o que é uma guerra de cunhos religioso, político e ideológico e o que ela é capaz de mudar na vida das pessoas. Marjane, a personagem apresentada inicialmente ao público pela figura adulta da protagonista, está em um saguão de aeroporto e após ter seu passaporte vistoriado, vai aguardar pelo voo em uma cadeira solitária. A partir de então, acende um cigarro e entre uma baforada e outra, mescla suas lembranças de infância com uma narração, que beira a melancolia, de suas impressões sobre a revolução política que culmina no exílio do líder monarca e na tomada de poder do chefe religioso que...

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